Queijo do Serro – Patrimônio Imaterial da Cultura de Minas Gerais e do Brasil

Com população de 20.810 habitantes (IBGE/2010), o Serro, rodeado por serras e morros, banhado por rios e cachoeiras, apresenta-se como destino para apreciadores do turismo ecológico.

É, também, uma referência importante do Caminho dos Diamantes e da Estrada Real, que atraíram os Bandeirantes paulistas e nordestinos no século XVIII.

Seu conjunto arquitetônico colonial e o patrimônio material e imaterial da cultura preservados chamam a atenção de turistas voltados para esses valores. 

Situado no centro-nordeste de Minas Gerais, na região central da Serra do Espinhaço, na Microrregião do Alto Jequitinhonha, 18º 36’ 22’’ de latitude sul; 43º 22’ 46’’ de longitude oeste, tomando-se como referência a Igreja Matriz, o Município fica a 230 quilômetros de Belo Horizonte, pela Serra do Cipó.

O Município de Serro, além do distrito sede, possui mais cinco distritos:

DISTRITOS DO MUNICÍPIO DE SERRO

Milho Verde

Terra natal da famosa Chica da Silva (nascida entre 1731 e 1735 e batizada na Capela de Nossa Senhora dos Prazeres, na antiga freguesia de Vila do Príncipe – atual Serro), o distrito de Milho Verde é destaque por sua exuberância natural. Localizado a 27 km da sede do município do Serro, o distrito tem como principais atrativos turísticos suas cachoeiras, trilhas e o encanto singular do lugar.

O antigo arraial do Milho Verde surgiu em decorrência das atividades de mineração do ouro desenvolvidas na região do Serro Frio em princípios do século XVIII. Com a descoberta de diamantes na região, as prospecções alcançaram também a zona mineradora do Milho Verde, o que levou a Coroa portuguesa a fazer incidir sobre a população local as mesmas e drásticas normas de fiscalização adotadas para a chamada Demarcação Diamantina.

São Gonçalo do Rio das Pedras

O Distrito de São Gonçalo do Rio das Pedras conta com rica vegetação e recantos arborizados, que tornam contagiante sua paisagem, e, ainda, com um conjunto arquitetônico típico do período colonial mineiro.

O povoado fica a 32 km da Sede do Município do Serro e teve, igualmente, sua origem ligada à exploração do ouro. O declínio da mineração e o isolamento geográfico do distrito contribuíram para a conservação de praticamente todos os seus elementos arquitetônicos e paisagísticos dos séculos XVIII e XIX. Foi cenário do Filme “O padre e a Moça”(1965). 

Cachoeira do Amaral – Distrito de São Gonçalo do Rio das Pedras



Pedro Lessa

Localizado a 24 km de distância da cidade de Serro, na saída para Belo Horizonte, o distrito possui conjunto urbano heterogêneo, formado de edificações recentes e antigas. Seu maior atrativo é a festa do Pedrolessense Ausente, que é realizada durante o mês de dezembro.



Três Barras da Estrada Real


O distrito de Três Barras da Estrada Real, parte do roteiro percorrido pelo francês Saint-Hilaire no século XIX, mantém intacta a atmosfera de tranqüilidade.

A religiosidade do povo é ali simbolizada pela modesta Capela de São Geraldo, de arquitetura tipicamente mineira, rodeada por rica vegetação e protegida, à frente, por um cruzeiro. Construído em barro e madeira, o pequeno templo ressalta as características coloniais e se destaca na paisagem pela simplicidade de suas linhas preenchidas em tom azul, com torre central única e telhado de quatro águas.

Entre os atrativos naturais, destaca-se a cachoeira denominada Porcão, a 1 km do centro.



Vila Deputado Augusto Clementino


O antigo povoado de Mato Grosso foi elevado à categoria de distrito do município de Alvorada de Minas em dezembro de 1962. Posteriormente, as Prefeituras de Alvorada de Minas e de Serro realizaram acordo modificando os limites entre os dois municípios, e o distrito passou a integrar o município do Serro, com o nome de Vila Deputado Augusto Clementino, que representou o Município na Assembleia Legislativa do Estado.

Situada a 17 km da cidade do Serro, a localidade se divide em dois pequenos aglomerados em morros fronteiriços e em torno de duas modestas capelas: a de São Sebastião e a de Nossa Senha das Dores.

A Capela de Nossa Senhora recebe grande número de romeiros, no mês de julho, que ocupam as dezenas de casinhas localizadas nas proximidades da Igreja, habitadas apenas neste período. Por tal razão, o lugar recebeu o nome de “Cidade Fantasma”.